sábado, 22 de agosto de 2009

Fotos - 2º EBECULT - UEFS

Olá, povo..

Tinha dado uma sumidinha por causa do Encontro Baiano dos Estudos em Cultura, que aconteceu nos dias 20 e 21, na UEFS, e aí estão as fotos do evento.

Muito proveitoso e com uma contribuição cultural extraordinária.


Bando Farinha de Guerra






Saudações Virtuais
*Fotos Silvana Capua

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terça-feira, 18 de agosto de 2009

Farinha de Guerra, no 2º EBECULT - Feira de Santana

Olá a todos,
Grande show do BANDO FARINHA DE GUERRA, próximo dia 20, no Encontro Baiano dos Estudos da Cultura- EBECULT



Clique na imagem para ler o Release do Bando

Local: UEFS - Feira de Santana

Data: 20/08/2009

Horário: 19h


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segunda-feira, 17 de agosto de 2009

Curso de Inglês de Baixo Custo


Olá queridos e queridas, que moram na cidade de PAULO AFONSO...


Gostaria de anunciar que estão abertas as matrículas para o Curso Básico de Inglês, pelo PRONACO, através da ULBRA-Universidade Luterana do Brasil.


Curso preparatório para o mercado de trabalho,com certificação e com carga-horária de 80 horas-aula, em 4 meses.

Matrícula e mensalidades de apenas R$ 20,00.

Professor de inglês: Rubinho Lima
Local: ULBRA - Av. José Hemeterio de Carvalho, 139 - CENTRO
(Antiga Escolinha Sossego da mamãe)


As aulas já começam nesta terça-feira (18/08)

Obs: Além do curso de inglês básico, a instituição ainda dispõe de outros cursos como Informática, Secretariado, Hardware.


Informações: (75) 3281-5097

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sexta-feira, 14 de agosto de 2009

As Conversas do Sertão vão pra MARTE

Olá, pessoal...
No site Mars Science Laboratory está rolando uma campanha bem interessante.
Você quer que seu nome vá bater lá no planetinha vermelho?
É só preencher um formulário e pronto.

Tá aí o certificado do "Conversas do Sertão", que vai viajar pelo espaço e chegará a Marte.

Tá importante e viajado, esse bloguinho, pense....

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TRADUÇÃO: (Update)
*Você é uma parte da história!

Seu nome será levado à Marte num microchip carregado pelo robô do Laboratório Marte de Ciências da NASA.

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quarta-feira, 12 de agosto de 2009

Futebol na roça


Queridos e queridas...
Mais uma vez, venho eu aqui nessa casinha do meu amigo para lhes contar uma história muito interessante que aconteceu em Riacho das Éguas.

Parece até história de mentiroso. Só acreditei porque quem me contou, quem me relatou o acontecido, não era de inventar lorota nenhuma. Sertanejo sério, respeitador e honesto. Foi meu querido tio Getúlio, um cabra mais verdadeiro e de confiança que já vivei nos passados de minha cidadezinha.

Pois bem. Vamos aos relatos do meu finado tio, que me contou quando eu era um meninote ainda, e quem quiser que tire suas conclusões.

Tudo aconteceu na época dos tempos em que o povo de Riacho das Éguas estava inventando o Futebol. É isso mesmo. Quem inventou esse negócio de correr num campado atrás de um negócio redondo, chutando e metendo dentro de uma trave foi o povo da minha terra. Isso é uma história comprida e tem a ver com tirar mel de abelha, chutar inxú, correr de boi brabo e driblar bode pai-de-chiqueiro remetedor, mas vamos pra frente, que depois eu conto como é que o povo de Riacho das Éguas inventou esse esporte que hoje ganhou o mundo todo.

Naquele tempo, estavam promovendo um campeonato de futebol na roça, e quem desejasse, podia montar um time e entrar. O prêmio era uma dinheirama. Todo mundo queria entrar no campeonato. Time de homem, time de mulher, time de criança, time dos casados, time dos solteiros... Cada qual escalava sua seleção. Quem não tinha habilidade ou não gostava de chutar bola, automaticamente se transformava em torcida.
O juiz era o padre, o sacristão, bandeirinha e o prefeito, todo orgulhoso, era quem mexia no placar, escrevendo a quantidade de chutes que os jogadores acertavam dentro daqueles gravetos de pau que formavam as traves.

Devo lembrar que a palavra “GOL” só veio sair uns tempos pra cá, pra designar isso, porque na época, o nome era “METIDA”. Pois é... Eu sei que fica meio estranho, mas sei que antes, quando uma bola entrava naqueles espaços, o povo gritava:

“_ Eita! Mais uma METIDA pro nosso time...”

Ou então:

“_ Fulano METEU duas, contra os adversários...”


Nesse fuá, alguns bichos também se empolgaram pra jogar, mas ninguém queria animal no seu time. Não deu outra. Surgiu então o time animal. Um jumento, uma galinha e três galos, um cachorro rajado, um boi, dois bodes, um porco e um saruê foram escalados. O técnico que comandava a bicharada era o vaqueiro Seu Neca, que era também dono desses bichos todos. Na defesa foi escalado o pato.
O campeonato seguiu e os times iam se enfrentando e sempre, quando jogavam os jogadores do time animal, esses ia se destacando e vencendo. Venceram de goleada o time das mulheres. Dez a zero. Três gols, ou melhor, três metidas do jumento Celestino, quatro cabeçadas do boi Fubá, que era o capitão do time dos bichos, e um gol de cada galo.

Outro jogo que foi disputadíssimo foi o jogo dos bichos contra o time dos casados. Os bichos ganharam de um a zero. Gol do bode Erasmo. O juiz, o padre Arlindo, quis atribuir um pênalti para o time dos casados, mas ninguém conseguiu ver direito o porquê de um dos jogadores ter caído na área dos animais, perto do zagueiro que era o cachorro rajadinho por nome de Guarani. O homem segurava a região atingida, os culhões e gemia sem conseguir falar, mas como o juiz não havia visto, e também ficou com medo dos chifres afiados do boi e da cara enfezada do cachorro, acabou seguindo o jogo e foi assim que os animais ganharam mais uma partida.
A torcida ia à loucura, com as façanhas dos bichos jogadores. Foram ganhando os jogos e caminhavam para a vitória. Chegaram às finais. A disputa pelo primeiro lugar seria contra o time dos solteiros.

Foi quando, em comum acordo com alguns importantes comerciantes da cidade, vendo a gravidade das consequências de um time de animais ganhar um campeonato e desmoralizar os humanos, o prefeito decidiu dar um jeito na situação.

O time dos bichos não apareceu, na final do campeonato, pra jogar contra o time dos solteiros e esses ganharam por W.O. Os solteiros foram os campeões. O povo ficou sem entender o sumiço dos bichos.
Ao final do campeonato, em uma festança dada pela prefeitura para toda a comunidade, na ocasião da solenidade de entrega dos prêmios aos ganhadores, todo o povo de Riacho das Éguas se esbanjava com um banquete jamais visto, nas comemorações da cidade. Era churrasco, carne guisada, frango assado, pato cozido, jabá com farofa, buchada de bode, sarapatel, torresmo, linguiça, rabada, bisteca e ainda, aqui e acolá, umas tripas assadas com farinha circulavam pelo terreiro, enfiadas nuns espetinhos. Cachaça da boa também não faltou. Era comida até dizer chega. O forró comia no centro e o povo dançava, comia, dançava e voltava pra comer. A comunidade nem se lembrava mais do começo do campeonato, só lembrava e comemorava os feitos do time dos solteiros.
Saudações, meus amigos e minhas amigas.
Lula Pacífico

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terça-feira, 11 de agosto de 2009

Quero ir pra feira - Matingueiros


Presados e presadas...

Hoje recebi um presente, enviado pelo amigo Angelo Roncalli, de Juazeiro da Bahia que me encantou por demais.

É um CD magnífico, de um grupo regional com músicas muito legais, que acabou de chegar pelos correios. VIVAS!!!

São os Matingueiros
Já virei fã.

Para vermos um pouquinho da genialidade do grupo, segue a música "quero ir pra feira", que traduz demais o sentido do sertanejo, que encontra uma infinidade de surtimentos no dia de feira da roça.
Quem quiser baixar o MP3 dessa música, clique aqui.

Quero ir pra feira
(Pito mariano/Wagner miranda - Participação de Dominguinhos)

Lá na banca de seu Floro vende pião e ponteira,
Tem liga de baliadeira, colher de mexer angu,
espingarda soca-soca, polva, chumbo e espoleta,
Tem apito de madeira d'agente chamar nambú,
Bola de gude, ratoeira, tampa de tampar papeiro,
Camisa candeeiro, cinturão de couro cru, alpargata de arrasto,
Gaiola pra papagaio, faca, peixeira, balaio e anzol de pegar pacu.

Quero ir pra feira, quero passear,
Lá na feira tem tudo pra se comprar

Vende pedra pra fofueira, mamadeira e canivete, pinico, foice,
Enxada, navalha, serra e serrote, imagem de padim-ciço, pedra-pome,
Pá e pote, corda, chocalho e chicote, tabaco pra espirrar,
Espelho, pente e pulseira, boneca,pinto e suvela, bacia, colcha,
Gamela, tem couro de caititu, tanta coisa nessa feira que a gente
Não se acostuma, um macaco que bebe e fuma e um bich feio que nem tu.

Na lona do curandeiro tem banha de bacalhau, pomada pra dor de dente
Que passa a dor de repente, um óleo pra reumatismo, mucumã
Pra hemorróida e uma tora de jibóia botando medo na gente,
Onde tem comidoria, tem doce de buriti, rapadura, tapioca, broa,
Pamonha e cocada, angu doce, panelada, tem bode, tem cabeçada,
Mata fome, tem buchada e arroz feito no piquí

Pra quem quer encher o bucho tem pão doce e goiabada,
Caldo de cana, rabada, tripa assada e jabá, todo tipo de feijão,
Tem de arranque, mulatinho, preto, de corda e fradinho, farinha pra acompanhar,
Tem cominho e nuscada e todo o tipo de tempero, vende pimenta de cheiro,
Cebolinha e coloral, tem cachaça de cabeça e conhaque de alcatrão, um bêbo deitado no chão
E outro em pé passando mal.

E de um lado pro outro a freguesada se esbarrando,
Tem um véio amarrando um jegue no pé de juá,
Uma manina rebolando com um vestido de chita,
Usando um laço de fita no cabelo sarará,
Um aleijado cantador que vende livros de cordel,
Um cego rezando pro céu pedindo a Deus por caridade,
O povo de outros vilarejos não acabam de chegar,
A feira é o melhor lugar que tem aqui nessa cidade.


Saudações, compadres e comadres...

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sábado, 8 de agosto de 2009

Capitão Sarney - Sucessor de Lampião


Caros e caras...
Diante de tamanha falcatrua nacional, só nos resta brincar com a situação...
Isso me faz lembrar da carta que, em dezembro de 1926, Lampião mandou ao então governador de Pernambuco, Julio de Melo, que seria transcrita mais ou menos assim:

"Senhor governador de Pernambuco,

Suas saudações com os seus.

Faço-lhe esta devido a uma proposta que desejo fazer ao senhor para evitar guerra no sertão e acabar de vez com as brigas.
(...) Se o senhor estiver no acordo, devemos dividir os nossos territórios. Eu que sou capitão Virgulino Ferreira Lampião, Governador do Sertão, fico governando esta zona de cá por inteiro, até as pontas dos trilhos em Rio Branco. E o senhor, do seu lado, governa do Rio Branco até a pancada do mar no Recife. Isso mesmo. Fica cada um no que é seu. Pois então é o que convém.
Assim ficamos os dois em paz, nem o senhor manda seus macacos me emboscar, nem eu com os meninos atravessamos a extrema, cada um governando o que é seu sem haver questão. Faço esta por amor à Paz que eu tenho e para que não se diga que sou bandido, que não mereço.
Aguardo a sua resposta e confio sempre.
Capitão Virgulino Ferreira Lampião, Governador do Sertão."
SAUDAÇÕES, AMIGOS

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sexta-feira, 7 de agosto de 2009

Jacaré Banguela visita U Bando

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Olas amigos e amigas.

Desculpem a ausência, mas o dono desse BLOG está numa correria medonha, tendo que terminar uma "bendita" monografia.

Mas vamos aqui com uma tirinha d'U Bando, em uma visita ilustre.
Tomara que a "VADIAGEM MALEMOLENTE" dessa trupe sertaneja consiga pelo menos aparecer nas "TIRAS DE QUARTA", né?

Quem não conhece o Jacaré Banguela, entra aqui que é ótimo.

Saudações Sertanejas



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